Mitologia Germânica ANO III

A BALADA DE GRIMNIR

(Grímnismál)

    

Óðinn (Odin) o Caolho
Georg von Rosen
Ilustração, 1886
Para a tradução sueca da Edda Poética (Fredrik Sander, 1893)

   

Este poema é aberto por um pequeno texto em prosa. Além de apresentar antigos rituais, contém temas que volvem a tempos muito remotos, como a rivalidade entre Frigg e Óðinn (Odin), provavelmente de origem indo-européia. Grimnir é Óðinn ao visitar o rei Geirroðr (Geirrod).

Como em outras baladas da Edda, Óðinn adota aqui outro nome, agora o de Grimnir. É a composição édica mais representativa do que se pode chamar de "ciclo de Óðinn", pois apenas o deus supremo fala, concentrando em torno de si toda a atenção do ouvinte ou leitor.   

 

Óðinn (Odin)-Grimnir preso entre o fogo no palácio de Geirroðr (Geirrod)
(desculpe, sem informação)

 

Nesta descrição, narra Grimnir que se encontra cercado pelo fogo, há oito dias, no reino de Geirroðr, cujo filho Agnar resolve socorre-lo, por meio de uma bebida, em troca do qual o deus lhe promete o domínio do país do godos. Em seguida, Óðinn passa a transmitir a Agnar conhecimentos sobre os deuses e suas moradias suntuosas, e a falar-lhe dos lobos e corvos, seus auxiliares. Conta-lhe ainda as maravilhas do Valhöll (Valhalla), mencionando a existência da cabra Heidrun e do cervo Eikthyrnir, que comem as folhas do freixo do mundo (Yggdrasill). Reporta-se aos rios que provêm da fonte Hvergelmir, ao cavalos que levam os deuses à assembléia, em Yggdrasill, aos mundos que se encontram sob o enorme freixo e ao esquilo que o percorre de alto a baixo, fazendo intriga entre dois animais que o estão destruindo, ou sejam, uma águia na folhagem e um dragão nas raízes. Anuncia, depois, o Ragnarök e explica que o mundo foi criado das partes do corpo de Ymir, o gigante primitivo:

 

“Da carne de Ymir foi criada a terra;
Do sangue o mar bravio; as montanhas dos ossos;
As árvores, dos cabelos; e do crânio a protetora abóbada celeste.”

     

Finalmente revela mais de quarenta nomes, que utilizara em diversas ocasiões, dando-se a conhecer como o deus supremo. Geirroðr, que o prendera, recebe o castigo de morte, ferindo-se com a própria espada. 

         

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Página criada em 28/02/2003.
Última modificação em 20/09/2005.


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