Mitologia Germânica ANO II

       Os Anônimos Compositores da Edda Poética

   

São desconhecidos os nomes dos autores das baladas édicas. Entretanto, é certo que eram poetas populares e não Skálds (autores das sagas). Estes faziam de sua arte meio de vida, colocando-se a serviço da nobreza, da mesma maneira que os poetas palacianos da Idade Média. A simples comparação mostra a diferença entre uns e outros. Os Skálds, mais eruditos, apresentam a tendência de desvirtuar a antiga aliteração, que combinam com rimas e assonâncias. Em oposição, os poetas populares nunca se esmicuem nos fatos que relatam, criando uma obra objetiva por excelência. E ao encontrarmos em uma ou outra passagem da Edda o tratamento da primeira pessoa, podemos verificar que o poeta está se substituindo a um de seus personagens. Por isso, as baladas édicas constituem poesia sui-generis, pois são mais ordenados que as Sagas, porém menos eruditas que a obra Skáldica.

Os poemas da Edda são bem mais curtos, mais simples, mais definidos e espontâneos, mesmo quando tratam de assuntos burlescos e trágicos. As figuras literárias que empregam com mais freqüência são as repetições e as comparações, enquanto os Skálds recorrem ao artificialismo dos tropos, perífrases e metáforas, ou seja, os chamados kenningar, (em lugar de vento, preferem "dono-dos-bosques", "irmão-do-fogo"; em lugar de sol, dizem "irmão-da-lua", "fogo-do-ar"; em lugar de língua, empregam "espada-da-boca" ou "remo-da-boca", e assim por diante), a ponto de tornar esta ou aquela estrofe completamente obscura.

Somente duas baladas édicas, a Hýmiskviða e a Helgakviða Hundingsbana I mostram o recurso do kenningar abordando de longe este uso Skáldico. Na balada Alvíssmál estes são  os objetivos de expressões didáticas ao cultivar imitações para enumeração de dicções de “nomes desconhecidos” e kenningar para que objetos comuns possam ser designados.

    

  

<<AS BALADAS HERÓICAS METRIFICAÇÃO>>

    

   

ReferênciaS BIBLIOGRÁFICAS:

 

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MATTOS, Soria Heinrich. (1959) Deuses e Heróis: Na Edda Poética e na Tetralogia de Wagner, Tese para Livre-Docência, Universidade de São Paulo.

STURLUSON, Snorri. (1993) Edda em Prosa: Textos da Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson, tradução, apresentação e notas de Marcelo Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen Editora. ISBN 85-7260-002-7  

  

    

Página criada em 28/02/2003.
Última modificação em 29/04/2004.


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