Hard
Rock & Heavy Metal
As
bandas de Hard Rock e Heavy Metal são
atualmente os maiores divulgadores da
mitologia germânica através da música. A
começar pela própria atitude comportamental
dos membros dessas bandas, os cabelos longos e
as roupas que podem lembrar os bárbaros
Vikings. As capas dos álbuns com desenhos
aparecendo dragões
e outros seres característicos da mitologia são
mais um exemplo. Listar grupos
com nomes retirados da mitologia germânica
é um trabalho de pesquisa inumano, temos
desde a obscura banda britânica de Pagan
Metal Ragnarök, até o mais conhecido Saxon,
banda do movimento NWOBHM.
O
movimento NWOBHM (New Wave Of British Heavy
Metal), combinou perfeitamente seu estilo
rápido, simples e pesado, com os temas fantásticos
e místicos da mitologia, não só da
mitologia germânica, mas também de outras
mitologias. Mesmo o Black Sabbath, para muitos
o grande precursor do heavy metal, abandonou
seu tradicional foco no ocultismo entrando no
mundo da mitologia Germânica no conceitual
"Tyr", liricamente liderado pelo frontman
Tony Martin.
Os primeiros a carregarem essa
bandeira ainda no final dos anos 70, foram
bandas como o já citado Saxon, Judas
Priest e Iron Maiden.
Mas essas influências são mais
antigas, começaram nos anos 60 época da
psicodelia e do LSD, muitas bandas se
aproveitaram de temas obscuros da mitologia
para compor suas “viagens” em pleno
movimento Hippie, desde as mais famosas
Led Zeppelin e Jethro Tull, até
a nem tanto famosa Gentle Giant. Vemos,
por exemplo, nestes versos da famoso canção
"No Quarter" do quinto álbum do Led
Zeppelin, "Houses of the Holy":
“The Winds of Thor are blowing
cold”.
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Mas
foi sem dúvida nos anos 80 que as referencias
fantásticas, e místicas da mitologia ficaram
mais pungentes entre as bandas, sobretudo as
bandas de Heavy Metal, como Dio e Manowar,
e as já citadas bandas do movimento NWOBHM. Vemos
essas influências até nos títulos de canções,
como "Thor (The Powerhead)", música
do Manowar, e "Valhalla" um
dos nomes de música mais comuns entre as
bandas de hard rock e heavy
metal.
Até
mesmo do movimento Glam Rock nos anos 80,
temos bandas com influências líricas da
mitologia Germânica, o TNT, banda da Noruega,
que tem no álbum "Knights Of The New
Thunder", essa temática, que pode ser
vista nos títulos de suas canções:
"Tor with the Hammer", a belíssima
"Seven Seas" e a faixa título.
Outra banda desse movimento que também faz
alusão aos mitos, mesmo que em menor grau, é
o Pratty Maids oriundos da Dinamarca.
Mas
foi no meio desta década que nasceu uma ramificação do Heavy Metal que
carregaria com maior vigor esta temática mística
e fantástica, o chamado Power Metal, com
bandas como Helloween, Running Wild,
Blind
Guardian e Savatage, avançando para os anos 90
liderando e influenciando várias novas bandas
surgidas a partir daí, um grande exemplo é a
banda italiana
Rhapsody.
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Da
própria Escandinávia, particularmente da Suécia
e Noruega, no princípio da década de 90,
surgiu um movimento que na verdade era um
braço do NOWBHM inspirados no seu lado mais obscuro, o
Black Metal, mas que nestes países também
fazem menção aos temas paganistas. Talvez os
primeiros representante deste movimento, ainda
nos anos 80, foram os suecos do Bathory,
muito influenciados musicalmente pela famosa
banda NOWBHM Venom, uma das precursoras
do Black Metal. Mas foi nos anos 90 que este
movimento tomou corpo e cresceu muito dentro
do meio underground europeu, com o
surgimento de várias bandas na Suécia e na
vizinha Noruega, e
que por fazer alusão aos Vikings e aos mitos
germânicos, se auto-intitulam Viking Metal ou
simplesmente Scandinavian Metal, sendo mais uma ramificação do Heavy Metal.
Entre
elas se destaca o Therion, banda sueca
surgida no final dos anos 80, liderada por
Christofer Johnsson, guitarrista, vocalista e
compositor. No inicio a banda fazia um som
mais Death Metal, mas a partir do terceiro
trabalho, intitulado Symphony Masses: Ho
Drakon Ho Megas de 1993, Johnsson começou
suas experimentações com mais orquestrações,
e tendências pseudo-clássicas, sempre
explorando as temáticas da mitologia Germânica,
que podem ser evidenciadas em um dos mais
recentes trabalhos, Secret Of The Runes.
Música
Clássica & Erudita
Richard
Wagner
O
compositor alemão Richard Wagner (1813-1883)
refere-se aos mitos germânicos em sua grande
obra a tetralogia Der Ring des Nibelungen
("O Anel do Nibelungo"), composta
por quatro óperas que encerram um mesmo
conceito: Das Rheingold ("O Ouro
do Reno"), Die Walkiire ("A
Valquíria"), Siegfried e Götterdämmerung
("O Crepúsculo dos Deuses"), que
foi considerado pelo próprio Wagner, como a
obra de sua vida. Os libretos para essas obras
foram escritos por Wagner entre os anos de
1848 e 1853. Mas se intercalaram às criações
de Tristão e Isolda e Os Mestres
Cantores, e Wagner só pode se lançar ao
trabalho de musicar O Anel de maneira
total em 1869. E mais: as obras eram tão
ambiciosas que só em 1876 o ciclo todo pôde
ser executado pela primeira vez em Bayreuth
ante uma platéia da elite do mundo musical e
político.
Wagner combinou o Ciclo dos
Nibelungos da Edda Poética, com o épico
germânico Das Nibelungenlied (“A
Balada dos Nibelungos”). No entanto, Wagner
se baseou menos no Das Nibelungenlied ,
do contrário ao que alguns acreditam, apesar
de usar a nomenclatura desta saga. Em alguns
trechos, distinguimos claramente a influência
de outros documentos literários, que tratam
do assunto, por exemplo, o tema de amor entre
os irmãos Sigmundr e Signý foi tomado
diretamente da Völsungasaga (“A Saga
dos Volsungos”), e a figura do anão
Mime, da Þiðrekssaga (“A Saga de Thidrek”). É
verdade que Wagner deu cunho particular a
todos esses episódios, desenvolvendo a
narrativa com unidade e clareza, que permitem
ao leitor moderno, compreensão do conteúdo
tradicional.
Edvard
Grieg
Na
própria Escandinávia temos Edvard Grieg
(1843-1907), compositor norueguês de inspiração
folk, com temáticas que fazem referências
aos mitos germânicos, o qual vemos na sua música
mais famosa The Hall of the Mountain King,
essa que foi re-visitada, inclusive por bandas
de rock, desde Rick Wakeman, o controvertido
tecladista da banda de rock progressivo
inglesa Yes, ao som mais “pesado” e
“melódico” dos estadunidenses do Savatage.
Grieg
escreveu para orquestra, piano, quarteto de
cordas, e compôs o Concerto para
Piano & Orquestra in a, op. 16. Em sua
juventude estudou as melodias folk de
seu país, que inspirou-o mais tarde em sua
obra, juntamente com a bela geografia
norueguesa, com suas belas montanhas e
fiordes. Na imortal, Suítes de Peer Gynt,
Grieg capturou a alvorada, a lamentação de
uma morte, e na citada The Hall of the
Mountain King, o imaginário de uma cena
de perseguição.
ReferênciaS
BIBLIOGRÁFICAS:
ALL MUSIC GUIDE.
(1992-2004) Scandinavian Metal, New Wave of
British Heavy Metal, Therion, Edvard Grieg,
Richard Wagner.
Página
da web, endereço eletrônico: http://www.allmusic.com/
EDVARD GRIEG HOMEPAGE. Edvard
Grieg Biography. Página da web, endereço eletrônico: http://www.mnc.net/norway/EHG.htm
MATTOS,
Soria Heinrich. (1959) Deuses e Heróis: Na
Edda Poética e na Tetralogia de Wagner,
Tese para Livre-Docência, Universidade de São
Paulo.
RICHARD WAGNER. Richard
Wagner Biography, Der Ring des Nibelungen.
Página da web, endereço
eletrônico: http://w3.rz-berlin.mpg.de/cmp/wagner.html
RICHARD WAGNER ARCHIVE. Richard
Wagner Biography, Der Ring des Nibelungen.
Página da web, endereço
eletrônico: http://users.utu.fi/~hansalmi/wagner.html
RICHARD WAGNER WEB SITE. Richard
Wagner Biography, Der Ring des Nibelungen.
Página da web, endereço
eletrônico: http://www.trell.org/wagner/
| Página
criada em 28/02/2003. |
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modificação em 28/10/2005. |