A
Cosmogonia Germânica
| Ginnungagap, o abismo primordial |
| (desculpe, sem informação) |
No
início dos tempos, não existia nada além do
Ginnungagap. Nem areia, mar, céu ou terra,
haviam sido criados. Depois de muito tempo, um
novo reino ao sul emanou, um reino chamado
Muspellheimr, feito de fogo, brasas ardentes e
calor abrasador. No norte uma segunda região,
chamada Niflheimr, surgiu, e que consistia de
ventos amargos, gelo e neve. Ginnungagap
ficava entre estes dois reinos, e as águas
dos onze rios da fonte Hvergelmir ali fluíam.
No meio do vácuo tudo era moderado, até um
dia em que os elementos de fogo e gelo
colidiram, ao norte a brisa fria de Niflheimr
começou a congelar o vácuo, enquanto a parte
meridional foi degelada pelo calor que emanava
de Muspellheimr. Tudo era desordem. Mas das
gotas deste grande caos, a vida emergiu, na
forma de um gigante de gelo. Seu nome era Ymir
e os gigantes de gelo são seus descendentes.
Certa vez, enquanto Ymir estava adormecido, o
primeiro homem e mulher nasceram do suor da
sua axila esquerda, e suas pernas deram à luz
a um filho.
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| Ymir
se alimentando em Auðumla (Audumla) e
Bor surgindo do gelo |
| N.
A. Abilgaard |
| Óleo
sobre tela, 1790 |
| Statens
Museum fur Kunst, Copenhagen |
Enquanto
isso, o gelo em Ginnungagap continuava
derretendo, até que a vaca Auðumla (Audumla)
emergiu. Esta alimentou o gigante Ymir com
suas quatro tetas e se sustentou lambendo seu
gelo. Quando Auðumla passou três noites
sucessivas lambendo os blocos de gelo salgado,
outro ser apareceu, seu nome era Buri,
e seu filho Bor casou com Bestla,
e desta união surgiram Vé, Vili e Óðinn
(Odin), os primeiros deuses (os
dois primeiros são provavelmente
correspondentes a Loki e Hœnir,
respectivamente). Os filhos de Bor sentiam um
ódio tremendo pelo gigante Ymir, e então
engendraram sua morte. Os três irmãos
tomaram o cadáver de Ymir e o levaram ao
centro de Ginnungagap e o cortaram em vários
pedaços.
Com
o descomunal corpo do gigante, Vé, Vili e
Óðinn criaram o mundo, de sua carne fizeram
a terra, e dos ossos as montanhas. Das partes
esqueléticas quebradas de Ymir, dentes, e dedões
dos pés criaram rochas, pedregulhos e pedras.
O sangue que fluía de Ymir deu lugar aos
rios, lagos, e mar. Larvas cresceram da carcaça
de Ymir, e estas foram amoldadas em anões.
Vé, Vili e Óðinn ergueram o crânio de Ymir
tão alto que este alcançou o fim dos limites
da terra, isto eles chamaram de céu, e para
sustentá-lo sobre a terra, os filhos de Bor
colocaram quatro anões, Norðri (Nordri), Suðri
(Sudri), Austri, e Vestri , um em cada um dos
quatro quadrantes, ou seja, correspondem
respectivamente aos quatro pontos cardeais,
Norte, Sul, Oeste e Leste. Os três irmãos
arrebataram brasas ardentes do reino de
Muspellheimr e formaram o sol, a lua, e as
estrelas. Estes globos foram colocados sobre o
mundo para iluminar a terra e para algumas
estrelas foram determinados pontos fixos no céu,
enquanto para outras foi dada permissão para
dançarem livremente.
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| Muspellheimr, o mundo de fogo |
| (desculpe, sem informação) |
Vé,
Vili e Óðinn criaram o mundo em forma esférica,
e um corpo de água cercou a terra. Eles
designaram a parte do mundo, chamada Jötunheimr,
para a raça conhecida como os gigantes de
gelo e pedra. Devido à maldade dos gigantes
sobre os humanos, os irmãos levaram as
sobrancelhas de Ymir para formar um muro
protetor ao redor do centro da terra. Isto
abrigou a área que foi chamada Miðgarðr
(Midgard), e que abrigaria os humanos. O cérebro
de Ymir foi arremessado aos céus, pelos três
deuses e com eles formaram as nuvens. Um dia,
enquanto os filhos de Bor caminhavam por Miðgarðr,
apreciando sua criação, perceberam que algo
faltava, ao encontrarem dois troncos de árvore
caídos, um de Freixo e o outro de Olmo, Óðinn
criou o primeiro homem e mulher e lhes deu a
essência da vida, Vili lhes deu raciocínio e
sentimentos, enquanto Vé lhes deu a
habilidade para ouvir, falar e ver. Seus nomes
eram Askr
e Embla. Vé, Vili e Óðinn ainda criaram
os meios para medir e gravar o tempo, as fases
claras e escuras da terra que eram governadas
pela deusa Nott
(“noite”) e por seu amante Dag
(“dia”). Óðinn fixou-os nos céus em
carruagens que circulam o mundo todo a cada
dois meio dias. A carruagem de Nott é puxada
por um cavalo de nome Hrimfaxi
e a carruagem de Dag por uma égua de nome
Skinfaxi. Um homem teve um filho ao qual deu o
nome de Máni e uma filha à qual deu o nome
de Roðull (Rodull).
Dizia-se
que os dois irmãos possuíam uma beleza
radiante. Óðinn então arrebatou Máni e Roðull,
e colocou-os nos céus para guiar o primeiro a
lua e a segunda o sol, pois são os
significados de seus nomes. Eles dirigiam
carruagens, e seus cavalos eram chamados Arvak
(“crina radiante”) e Alsvid (“o poderoso
e jovem marchador”). Máni segue a lua ao
redor e decide suas fases. Roðull é
perseguida por um lobo de nome Skoll,
enquanto um lobo de nome Hati
Hrodnitnisson corre à frente dela
tentando pegar Máni. Máni e Roðull serão
devorados pelos lobos, momentos antes do Ragnarök.
ReferênciaS
BIBLIOGRÁFICAS:
HOLLANDER,
Lee M. (1928) The Poetic Edda, Texas
University Press.
JACOBSEN,
Bent Chr. ONP:
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da web, endereço eletrônico: http://www.onp.hum.ku.dk/webmenue.htm
Lysator (1996-2003)
Edda
Sæmundar - in icelandic, In:_______Project Runeberg,
página da web, endereço eletrônico:
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_______
(1995-2003)
Eddan.
De nordiska guda- och hjältesångerna, In:_______Project
Runeberg, página da web, endereço eletrônico:
http://www.lysator.liu.se/runeberg/eddan/
STURLUSON, Snorri. (1993) Edda em prosa: textos
da Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson,
tradução, apresentação e notas de Marcelo
Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen
Editora. ISBN 85-7260-002-7
| Página
criada em 28/02/2003. |
| Última
modificação em 20/09/2005. |