Os
anões, ou duendes e gnomos, são
genericamente conhecidos no idioma Nórdico
(Old Norse) por Álfar ou Álfir, e
particularmente são uma das categorias desses
seres, aqueles de aparência
grotesca e pele encardida, os Svartálfar ou
Dokkálfar. A outra categoria são os Ljósálfar,
que são simplesmente designados por elfo. De
fato o Old Norse álf, singular de álfar,
pode designar tanto anão quanto elfo.
Particularmente com relação aos Svartálfar
serem o mesmo que anões, vemos na Edda em
Prosa, Snorri Sturluson não diferencia-los
dos anões, a não ser por estes viverem em
Svartalfheimr e os anões viverem em
Nidavellir. Por outro lado, com relação
aos dokkálfar, estes se
ligam aos Niflungar (Nibelungos), do “ciclo
dos Volsungos/ Nibelungos” da Edda Poética
e das sagas, que é uma raça de anões que
foi subjugada pelo herói Sigurðr (Sigurd).
Ainda
na Edda em Prosa é dito que os anões
nasceram dos vermes que roíam o cadáver do
gigante Ymir; mas conforme a versão descrita
numa das baladas da Edda Poética, Völuspá
(“A Profecia da Vidente”), eles surgiram
dos ossos e do sangue do gigante Blain. Mas em
ambas as fontes os primeiros anões foram
nomeados pelos deuses por Mótsognir e Durinn.
Temos ainda vários de seus nomes mencionados
nessa balada, onde eles são dividos em dois
grupos, os anões da terra e os anões das
rochas. Também sabemos por esses textos que o
líder dos anões é Dvalin, que faz parte do
povo de Lofar, um dos primeiros anões
surgidos. Há ainda os quatro anões guardiões
dos quadrantes: Norðri (Nordri), Austri, Suðri
(Sudri), e Vestri, que correspondem às
coordenadas geográficas.
Os
anões, deste modo, aparecem muito mais freqüentemente
nos mitos e lendas germânicas, onde são
vistos como tendo seus próprios chefes e
atribuições diversas; não são belos, mas
de inteligência superior, muitos deles
conhecem o futuro; e usam grandes barbas. Os
anões são hábeis artífices; são
particularmente peritos no trabalho de forja,
fazem não só armas dos deuses mas também as
jóias das deusas. Þórr (Thor) lhes deve seu
famoso martelo Mjöllnir, Fleyr seu navio mágico
e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de
ouro, Freyja seu colar de ouro Brisingamen, e
Óðinn (Odin)
a lança Gungnir que nada pode deter.
Óðinn também possui o anel Draupnir, que,
como o anel do anão Andvari, tem o poder de
multiplicar as riquezas de quem o tem em seu
poder. Mas também possuem má reputação,
pois são vistos usualmente como gananciosos,
quando diante dos metais preciosos, e além
disso ladrões e trapaceiros.
A
crença nos anões foi sem dúvida a mais
popular de todas; até o século XVlll, na Islândia,
os camponeses mostravam rochedos e colinas
afirmando, com a mais absoluta convicção,
que lá moravam verdadeiros formigueiros de
pequeninos anões do mais agradável aspecto.
Entre os quais, eram os mineiros os mais
afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob
a terra, estavam no território onde se
acreditava habitar esses pequeninos seres, que
eram, igualmente, os senhores dos metais; por
isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um
anão nas galerias subterrâneas, era sinal de
que um bom e belo “filão” estava próximo,
pois atribuía-se aos anões só trabalharem
onde a terra escondia preciosos tesouros.
Um
desses tesouros é célebre na Edda Poética,
e nas sagas, como a poesia épica alemã Das
Nibelungenlied (“A Balada dos
Nibelungos”), a islandesa Völsungassaga
(“A Saga dos Volsungos”), e a norueguesa Þiðrekssaga
(“A Saga de Thidrek”) O ouro do Reno, ou
melhor, o “tesouro dos Niflungar
(Nibelungos)”, causador das maiores desgraças,
como a morte de um pai pelas mãos do próprio
filho, Fafnir, que depois transformado em dragão
foi morto pelo herói Sigurðr, e assim a
maldição do ouro caiu sobre a casa real dos
burgundios.
Note que esta página foi totalmente reformulada,
ganhando uma nova divisão, com a separação em
páginas próprias para cada um dos anões.
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ReferênciaS
BIBLIOGRÁFICAS:
CHERRY,
Nicole (1996-2001) Norse Mythology,
página
da web, endereço eletrônico: http://www.ugcs.caltech.edu/~cherryne/mythology.html
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Lee M. (1928) The Poetic Edda, Texas
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da web, endereço eletrônico: http://www.onp.hum.ku.dk/webmenue.htm
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Jimmy. (1999-2003) Timeless
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SPALDING,
Tassilo Orpheu. (1973) Dicionário
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Editora Cultrix.
STURLUSON,
Snorri. (1993) Edda em Prosa: Textos da
Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson,
tradução, apresentação e notas de Marcelo
Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen
Editora. ISBN
85-7260-002-7
| Página
criada em 28/02/2003. |
| Última
modificação em 25/06/2004. |