Mitologia Germânica ANO II

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Os anões, ou duendes e gnomos, são genericamente conhecidos no idioma Nórdico (Old Norse) por Álfar ou Álfir, e particularmente são uma das categorias desses seres, aqueles de aparência grotesca e pele encardida, os Svartálfar ou Dokkálfar. A outra categoria são os Ljósálfar, que são simplesmente designados por elfo. De fato o Old Norse álf, singular de álfar, pode designar tanto anão quanto elfo. Particularmente com relação aos Svartálfar serem o mesmo que anões, vemos na Edda em Prosa, Snorri Sturluson não diferencia-los dos anões, a não ser por estes viverem em Svartalfheimr e os anões viverem em Nidavellir. Por outro lado, com relação aos dokkálfar, estes se ligam aos Niflungar (Nibelungos), do “ciclo dos Volsungos/ Nibelungos” da Edda Poética e das sagas, que é uma raça de anões que foi subjugada pelo herói Sigurðr (Sigurd).

Ainda na Edda em Prosa é dito que os anões nasceram dos vermes que roíam o cadáver do gigante Ymir; mas conforme a versão descrita numa das baladas da Edda Poética, Völuspá (“A Profecia da Vidente”), eles surgiram dos ossos e do sangue do gigante Blain. Mas em ambas as fontes os primeiros anões foram nomeados pelos deuses por Mótsognir e Durinn. Temos ainda vários de seus nomes mencionados nessa balada, onde eles são dividos em dois grupos, os anões da terra e os anões das rochas. Também sabemos por esses textos que o líder dos anões é Dvalin, que faz parte do povo de Lofar, um dos primeiros anões surgidos. Há ainda os quatro anões guardiões dos quadrantes: Norðri (Nordri), Austri, Suðri (Sudri), e Vestri, que correspondem às coordenadas geográficas.

Os anões, deste modo, aparecem muito mais freqüentemente nos mitos e lendas germânicas, onde são vistos como tendo seus próprios chefes e atribuições diversas; não são belos, mas de inteligência superior, muitos deles conhecem o futuro; e usam grandes barbas. Os anões são hábeis artífices; são particularmente peritos no trabalho de forja, fazem não só armas dos deuses mas também as jóias das deusas. Þórr (Thor) lhes deve seu famoso martelo Mjöllnir, Fleyr seu navio mágico e seu javali de ouro, Sif seus cabelos de ouro, Freyja seu colar de ouro Brisingamen, e Óðinn (Odin)  a lança Gungnir que nada pode deter. Óðinn também possui o anel Draupnir, que, como o anel do anão Andvari, tem o poder de multiplicar as riquezas de quem o tem em seu poder. Mas também possuem má reputação, pois são vistos usualmente como gananciosos, quando diante dos metais preciosos, e além disso ladrões e trapaceiros.

A crença nos anões foi sem dúvida a mais popular de todas; até o século XVlll, na Islândia, os camponeses mostravam rochedos e colinas afirmando, com a mais absoluta convicção, que lá moravam verdadeiros formigueiros de pequeninos anões do mais agradável aspecto. Entre os quais, eram os mineiros os mais afeitos a tais crenças, pois, trabalhando sob a terra, estavam no território onde se acreditava habitar esses pequeninos seres, que eram, igualmente, os senhores dos metais; por isso dizia-se, quando um mineiro encontrava um anão nas galerias subterrâneas, era sinal de que um bom e belo “filão” estava próximo, pois atribuía-se aos anões só trabalharem onde a terra escondia preciosos tesouros.

Um desses tesouros é célebre na Edda Poética, e nas sagas, como a poesia épica alemã Das Nibelungenlied (“A Balada dos Nibelungos”), a islandesa Völsungassaga (“A Saga dos Volsungos”), e a norueguesa Þiðrekssaga (“A Saga de Thidrek”) O ouro do Reno, ou melhor, o “tesouro dos Niflungar (Nibelungos)”, causador das maiores desgraças, como a morte de um pai pelas mãos do próprio filho, Fafnir, que depois transformado em dragão foi morto pelo herói Sigurðr, e assim a maldição do ouro caiu sobre a casa real dos burgundios.

Note que esta página foi totalmente reformulada, ganhando uma nova divisão, com a separação em páginas próprias para cada um dos anões. Clicando nos links abaixo saiba mais sobre cada um deles.

    

DURINN & MÓTSOGNIR
    
LOFAR
   
DVALIN
   
IVALDIR
   
BROKK & EITRI
   
BRISINGS
   
FJALAR & GALAR
   
ALVÍS
    
ANDVARI
 
REGIN
 
ALBERICH
 
KOBOLDS
 
OUTROS ANÕES

      

 

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ReferênciaS BIBLIOGRÁFICAS:

 

CHERRY, Nicole (1996-2001) Norse Mythology, página da web, endereço eletrônico: http://www.ugcs.caltech.edu/~cherryne/mythology.html 

HOLLANDER, Lee M. (1928) The Poetic Edda, Texas University Press.

JACOBSEN, Bent Chr. ONP: A Dictionary of Old Norse Prose, página da web, endereço eletrônico: http://www.onp.hum.ku.dk/webmenue.htm  

JOE, Jimmy. (1999-2003) Timeless Myths (Norse Mythology), página da web, endereço eletrônico: http://www.timelessmyths.com/norse/ 

SPALDING, Tassilo Orpheu. (1973) Dicionário de Mitologia Germânica, Eslava, Persa, Indiana, Chinesa, Japonesa, São Paulo, Editora Cultrix.

STURLUSON, Snorri. (1993) Edda em Prosa: Textos da Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson, tradução, apresentação e notas de Marcelo Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen Editora. ISBN 85-7260-002-7

 

   

Página criada em 28/02/2003.
Última modificação em 25/06/2004.

 

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